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Coronavírus: HRSP suspende procedimentos eletivos e visitas aos pacientes

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Diante da pandemia mundial do coronavírus (COVID – 19), o Hospital Regional São Paulo (HRSP), de Xanxerê, tem se preparado para o atendimento de pacientes com o vírus desde o fim de janeiro, quando foram criadas as rotinas internas para o atendimento. A mais recente ação, anunciada nesta terça-feira (17) é a publicação de uma portaria com a restrição de acesso de visitas, suspensão dos procedimentos eletivos e outras recomendações. A medida tem o intuito de prevenir o avanço do vírus, com base nas recomendações emitidas pelo Centro de Operações e Emergência em Saúde (COES), da Secretaria de Estado da Saúde que atua em conjunto com a Defesa Civil.

A partir desta terça-feira (17), o HRSP terá a reserva de um leito de UTI para atendimento de pacientes infectados com o COVID-19 (leito regulado). Além disso, estão suspensos todos os procedimentos ambulatoriais eletivos, consultas ou exames até segunda ordem, exceto ambulatório de gestação de alto risco. Já as cirurgias eletivas (que podem ser reagendadas), serão suspensas pela instituição n a sexta-feira, 20 de março.

A portaria emitida pelo hospital prevê ainda a interrupção até segunda ordem de todos os estágios supervisionados dentro da unidade hospitalar, atividades de voluntários, bem como o acompanhamento de profissionais médicos por estudantes de medicina. Eventos ao público externo e interno, assim como capacitações e treinamentos também foram canceladas neste momento.

Quanto à entrada de visitantes, o hospital suspendeu as visitas aos pacientes, até segunda ordem. Há exceção apenas aos pacientes de UTI Geral, que terão direito a uma visita por dia, pelo prazo de 10 minutos, no período da tarde, seguindo os horários já existentes no hospital. A partir de agora, há restrição também para a presença dos acompanhantes em todo hospital, sendo permitidos, exclusivamente aos pacientes menores de 18 anos, e aos pacientes acima de 60 anos ou por determinação médica, em casos de extrema necessidade. Além de um acompanhante por paciente na UTI Neonatal.

Será restrita a entrada e saída, pelos acompanhantes, das dependências do Hospital Regional São Paulo, exceto os casos de extrema necessidade, os quais deverão ser avaliados pelo responsável do setor. Até segunda ordem, a orientação é de que os acompanhantes não circulem nas dependências do Hospital Regional São Paulo, ressalvados o refeitório e banheiros.

Com o avanço dos casos no país e a preocupação com a saúde da população, com o intuito de esclarecer algumas dúvidas e orientar a população, realizamos uma entrevista com a médica infectologista do hospital, Dra. Carine Kolling. A entrevista abaixo traz detalhes sobre os sintomas, orienta quando o paciente deve procurar o hospital e, ainda, comenta sobre o fluxo de atendimento criado pela instituição.
 

 

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Dra. Carine, quais são os sinais de que posso estar com coronavírus?  E quando devo realmente procurar o hospital?
Dra. Carine Kolling: Os sinais e sintomas são: febre (temperatura axilar maior que 37,8), tosse, dor de garganta/dificuldade para engolir, coriza, congestão nasal e falta de ar. Em crianças e idosos pode se apresentar também como gemência, sonolência e respiração acelerada.

Além dos sintomas é necessário ter histórico de viagem para algum local com transmissão do vírus nos últimos 14 dias que antecederam o início dos sintomas ou contato com pessoa que tenha suspeita de infecção por novo coronavírus. Nestas situações o paciente deve procurar atendimento, preferencialmente, no Posto de Saúde para avaliação clínica, coleta do exame e encaminhamento para isolamento domiciliar, se houver indicação. Se apresentar sinais de gravidade será encaminhado ao hospital.
 
Como funciona o isolamento domiciliar?
Dra. Carine Kolling: O isolamento domiciliar significa que o paciente ficará voluntariamente restrito ao seu domicílio, sem sair de casa (deverá sair de casa apenas se muito necessário). No domicílio deverá fazer uso de máscara e permanecer em ambiente isolado (por exemplo, não compartilhar quarto com seus familiares), não compartilhar objetos pessoais, manter o ambiente ventilado e higienizar as superfícies com frequência.
 
A população pode adotar medidas preventivas? O uso de máscaras é a solução?
Dra. Carine Kolling: A melhor medida para enfrentar esta pandemia é utilizar medidas de higiene. Evitar viagens, a não ser que não possam ser adiadas, e eventos com aglomeração de pessoas. Não há indicação de uso de máscaras por pessoas sem sintomas. As máscaras estão indicadas para pacientes que apresentem sintomas respiratórios e para os profissionais de saúde que realizarem atendimento a pacientes suspeitos de infecção pelo novo coronavírus. A compra de máscaras pela população saudável está contribuindo para o desabastecimento de insumos para os hospitais, locais onde realmente estão indicadas.

O novo coronavírus é um vírus de baixa letalidade, sendo seu potencial de maior gravidade em idosos e pessoas com outros problemas de saúde. Estima-se que 80% dos casos sejam leves e que possam ser tratados no domicílio. Apesar de pouco letal, tem capacidade de transmissão maior que o vírus da gripe e, portanto, devemos dar ênfase às medidas de higiene para reduzir a disseminação.
 
Qual a orientação para as pessoas quanto as medidas de higiene?
Dra. Carine Kolling: A população deve intensificar medidas de higiene de mãos, seja com água e sabonete ou com preparação alcoólica (álcool gel); manter ambientes ventilados; evitar circular caso apresente sintomas respiratórios; se apresentar sintomas utilizar etiqueta da tosse - utilizar lenço descartável ao tossir ou espirrar e descartar logo em seguida, além de realizar higiene das mãos após; se não possuir lenço descartável utilizar o cotovelo para evitar dispersão de gotículas respiratórias.
Higienizar as superfícies como mesas, teclados, telefones com frequência com álcool 70 ou outro desinfetante. Se apresentar sintomas respiratórios e história de viagem para algum local com transmissão do vírus procurar atendimento, preferencialmente, no posto de saúde.
 
Quais medidas foram adotadas no HRSP para caso chegue algum paciente com suspeita do coronavírus?
Dra. Carine Kolling: O HRSP elaborou fluxo de atendimento a pacientes suspeitos ou confirmados para COVID - 19, com ênfase no isolamento precoce destes pacientes objetivando redução da transmissão e uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), para proteção dos colaboradores.
 
Há uma ala ou leitos separados para avaliação deste (s) paciente (s)?
Dra. Carine Kolling: Houve definição de salas específicas para isolamento dos pacientes suspeitos na chegada e avaliação da necessidade de internação hospitalar ou isolamento domiciliar. Até o momento temos 1 leito de UTI disponível para pacientes que precisarem tratamento intensivo em função de COVID-19. Já quanto aos leitos de internação medidas e adaptações serão realizadas conforme a demanda.
 
Qual a orientação para as equipes, ao receberem um paciente com suspeita da doença? Há algum cuidado que deve ser tomado pelos profissionais de saúde?
Dra. Carine Kolling: O principal cuidado é na tentativa de evitar a disseminação do vírus, já que um paciente pode transmitir em média para mais 2 a 3 pessoas. Logo na chegada são realizados questionamentos e se o paciente se enquadrar como possível suspeito deverá utilizar máscara e ser encaminhado a uma sala de isolamento para aguardar atendimento médico. É restringido o número de profissionais que entrarão em contato com este paciente e os que entrarem deverão utilizar Equipamento de Proteção Individual pré-definido.

 

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No caso da chegada de um paciente com suspeita da doença que necessite de internação, quais são os primeiros encaminhamentos que ele receberá no HRSP?
Dra. Carine Kolling: Se definida necessidade de internação hospitalar o paciente será encaminhado para leito de isolamento e as mesmas medidas já citadas serão mantidas durante toda sua permanência na instituição.
 
Quais são os passos do protocolo após a chegada desse paciente? Que órgãos são comunicados e definições sobre quarentena ou isolamento?
Dra. Carine Kolling: É realizado inquérito detalhado de locais por onde o paciente passou e data do início dos sintomas, para avaliar se está enquadrado no tempo de incubação e definições de caso suspeito, conforme Ministério da Saúde. Em seguida é realizado contato com a Vigilância Epidemiológica, para discussão do caso. Se persistir a suspeita é realizada coleta de material para pesquisa de vírus. O profissional que realizar a coleta deverá estar paramentado com os EPIs adequados.
Deve-se dar preferência para tratamento deste paciente no domicílio, se não houver critérios de gravidade que indiquem internação hospitalar. O paciente receberá prescrição médica conforme avaliação clínica e será encaminhado para isolamento domiciliar até liberação do resultado do exame, assim como seus contatos próximos.

O paciente deverá ser acompanhado pela equipe do Posto de Saúde e/ou Vigilância Epidemiológica (preferencialmente à distância, por telefone e WhatsApp) para avaliar possível surgimento de novos sintomas ou mesmo piora clínica que indique reavaliação de indicação de internação hospitalar. Lembrando que os pacientes só devem procurar atendimento na presença de sintomas respiratórios e febre (Temperatura axilar >37,8).

Pacientes assintomáticos não devem procurar atendimento no hospital. Na presença de sintomas leves devem procurar a Unidade básica de saúde que está capacitada para atendê-los nesta situação. Devem procurar o hospital apenas pacientes graves (que apresentem, por exemplo, piora importante do estado geral e dificuldade respiratória). O ambiente hospitalar favorece a disseminação do vírus pelo maior número de pessoas circulando no local e pacientes debilitados em tratamento de outras patologias.

Mais informações podem ser encontradas também no aplicativo CORONAVÍRUS SUS, disponível para Android e IOS, ou no site: http://plataforma.saude.gov.br/novocoronavirus/ .
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